Disseminação Publicações

  • Sousa, S.; Guerra, P. (2021). Toda a minha vida fui Thug. A (des)construção do urbano através do rap. Cidades, Comunidades e Territórios(In press)

    Até que ponto a música ou outros tipos de produções artísticas podem ser um meio de reconhecimento e de aprendizagem sobre um território? Esta foi a questão inicial com que nos debatemos, pois apesar de sabermos de forma comprovada o papel e a relevância de géneros musicais como o rap e da cultura hip-hop no mundo artístico, começamos a questionar de que forma são abordados determinados conteúdos, visto que atualmente as influências musicais são distintas e diversas, desde o rap ao trap. Deste modo, o nosso foco incide numa análise das letras das músicas de quinze artistas, com o intuito de perspetivar as mensagens líricas que são transmitidas, as diversas relações ou referências que possam ser feitas a contextos geográficos, mais concretamente com bairros sociais, e concomitante pretendemos perceber como é que estas produções, são pautadas pelas posições de afirmação, a representação do artista gangster, as vivências e os consumos desviantes. Então, como é que um país de pequena dimensão se posiciona, em termos de produção e consumo musical, face a estes processos de resistência musical? Acima disso, tentamos compreender em que sentido os artistas alvo de análise ainda refletem nas suas produções artísticas temas que já têm vindo a serem desenvolvidos, tais como a exclusão, a violência, a criminalidade e outras questões, por exemplo. Trata-se de um artigo que procura enfatizar o papel das criações artísticas enquanto produtoras de conhecimento sobre as realidades sociais.

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    Música

    Território

    Perceção

    Bairro Social


  • Sousa, S.; Guerra, P. (2020). Já não sou quem era: as canções de Lena D’Água numa contemporaneidade tripartida. V Colóquio Internacional de Literatura e Gênero: questões de gênero na literatura luso-afro-brasileira. Teresina, Universidade Estadual do Piauí, pp. 168

    ISBN: 978-85-8320-212-7

    Neste artigo pretendemos dar conta da evolução, ao longo do tempo, de uma artista portuguesa (Guerra, 2020a), nomeadamente a Lena D’Água, desde o seu surgimento na década de 70 até à atualidade. Lena D’Água foi uma artista marcante na história do rock português, tendo feito parte de diversos projetos icónicos como os Beatnicks ou os Salada de Frutas e, mais recentemente, lançou o seu primeiro álbum a solo. Assim, tendo como objetivo principal perceber a sua progressão artística e afirmação identitária, propomos uma abordagem qualitativa, cimentada numa análise de conteúdo das letras das suas músicas (Guerra, 2020b). Para o efeito, selecionamos duas músicas de cada projeto seu, perfazendo um total de seis letras. Partindo desta abordagem metodológica e analítica, pretendemos obter insights sobre questões como o envelhecimento subcultural, no sentido em que consideramos as letras como uma fonte de informação basilar, não só pela sua dimensão artística e literária, mas também pelo facto de poderem ser tidas como um reflexo das vivências da artista e de elementos identitários.

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    Portugal

    Identidades

    Lena D'Água

    Rock


  • Guerra, P.; Sousa, S. (2020). What Are Girls Made Of? A afirmação simbólica dos fanzines feministas ibéricos nas duas últimas décadas. V Colóquio Internacional de Literatura e Gênero: questões de gênero na literatura luso-afro-brasileira. Teresina, Universidade Estadual do Piauí. pp. 172

    ISBN: 978-85-8320-212-7

    Foi com o movimento punk  que os fanzines se tornaram relevantes enquanto espaços de liberdade de pensamento e criação, bem como enquanto alternativa aos meios de comunicação convencionais. Desde a década de 1970 o universo dos fanzines expandiu-se não só temática e estilisticamente, como também se alargou a sua cobertura territorial e ampliaram-se os suportes comunicacionais utilizados na sua produção e difusão. Neste paper, propomos uma abordagem que  pretende olhar para fanzines como 'comunidades' fundadas em torno de um objeto cultural, na produção de textos, fotos e outros materiais a respeito das cenas punk em Portugal e no Brasil desde 1990 até à atualidade. São objetos construídos de um modo voluntário que permitem aos indivíduos que participam no processo (de edição e de distribuição) afirmarem a sua existência social, de se integrarem e participarem culturalmente. São um elemento fundamental de concretização de gostos, de pertenças sociais, políticas, ideológicas, culturais, estilos de vida e musicais. Neste sentido, outra dimensão fundamental, é a de analisar os rrriotfanzines punk portugueses considerando a sua especificidade da afirmação das rrriots num quadro relacional de concretização de pertenças sociais, políticas, ideológicas, culturais, estilos de vida e musicais nas cenas punk e na sociedade portuguesa.

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    Portugal

    Mulheres

    Fanzines feministas

    DIY


  • Amante, A.; Saraiva, M. (2021). Geografias da (in)segurança e vulnerabilidades sociais em contexto urbano: análise multivariada de um inquérito à população na cidade do Porto. In S. Olivero Guidobono (Coord) “El devenir de las civilizaciones: Interacciones entre el entorno humano, natural y cultural”, Madrid: Editorial Dykinson S.L., Colección: Conocimiento Contemporáneo, pp. 658-684

    ISBN: 978-84-1377-324-7

    A Segurança é considerada um dos pilares elementares da qualidade de vida nas cidades, mas é principalmente nestas que se concentram as maiores oportunidades de ocorrência de incivilidades e crimes e, consequentemente, dos maiores sentimentos de insegurança registados. Esta problemática tornou-se ainda mais significativa quando as disparidades e as vulnerabilidades espaciais se acentuaram no período pós-crise e, mais recentemente, com a atual pandemia COVID-19.

    Porém, apesar do paradigma da segurança ter sofrido alterações aos longos das últimas décadas, de um modelo reativo para um preventivo, a dimensão geográfica da criminalidade permanece frequentemente negligenciada, não só em termos da espacialidade dos próprios eventos criminais, como da associação destes a fenómenos de vulnerabilidade e insegurança urbana. A forma como a população perceciona a sua segurança é de difícil medição e a expressão territorial da criminalidade, a várias escalas (da nacional à local), raramente tem sido objeto de estudo, principalmente na sua articulação com as políticas públicas e de segurança.

    Pretende-se dar contributos para esta articulação entre as diversas componentes da segurança, os contextos urbanos e as políticas de planeamento, usando como caso de estudo a cidade do Porto, em Portugal. Como fonte de dados, utilizou-se um inquérito à população sobre segurança urbana, sentimento de (in)segurança e qualidade de vida, destinado a residentes permanentes e trabalhadores/estudantes. As respostas de cerca de 500 inquiridos foram comparadas com análises estatístico-espaciais derivadas de dados provenientes de outras fontes oficiais (sociodemográficas e criminais).

    A análise comparativa da criminalidade, insegurança e de outros fenómenos da vulnerabilidade, sob uma perspetiva espacial comum, permite suportar um debate sobre estratégias preventivas de base local, adequando-as a comunidades e a contextos urbanos específicos. Os contributos desta análise permitem circunscrever caminhos alternativos para a integração de estratégias preventivas de base local, na prevenção da criminalidade, na redução do sentimento de insegurança e, consequentemente, na redução da vulnerabilidade social.

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    Mapeamento do crime

    Abordagem multidisciplinar


  • Saraiva, M.; Amante, A.; Marques, T.; Ferreira, M.; Maia, C. (2021). Perfis Territoriais de Criminalidade em Portugal (2009-2019). Finisterra. LVI(116). pp. 49‑73

    doi: 10.18055/Finis2068

    Na última década, a criminalidade em Portugal decresceu 21%. Contudo, a crise económica e o aumento das disparidades sócio-territoriais acentuaram práticas criminais específicas e enfatizaram a importância da sua expressão territorial. Ao mesmo tempo que as agendas europeias têm procurado promover a redução das desigualdades territoriais através de uma maior espacialização das políticas públicas, a dimensão geográfica da criminalidade tem ganho relevância na investigação. Nesse âmbito, a literatura aponta para a necessidade de conceber análises multivariadas e multi-escalares de base territorial que apoiem as políticas públicas. Este artigo contribui para colmatar a insuficiente reflexão de cariz territorial existente, ao explorar as disparidades espaciais associadas à criminalidade da última década em Portugal. É aplicada uma análise multivariada para construir perfis integrados que permitem evidenciar e caracterizar territórios vulneráveis face à criminalidade, informando o planeamento da necessidade de respostas mais articuladas e integradas.

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    Análise multivariada

    Geografia da criminalidade

    Perfis territoriais


  • Amante, A.; Saraiva, M.; Marques, T. (2021). Community Crime prevention in Portugal: an introduction to Local Safety Contracts. Crime Prevention and Community Safety, Vol. 23, pp. 155-173

    doi: 10.1057/s41300-021

    Seguindo a filosofia de outros programas internacionais como o policiamento de proximidade ou a prevenção situacional do crime, os Contratos Locais de Segurança (CLS) têm sido uma estratégia inovadora em Portugal, permitindo a partilha de responsabilidades entre a administração central e local, em associação com as forças e serviços de segurança e a comunidade. No entanto, pouco se tem escrito em Portugal sobre essas estratégias, e absolutamente nada para a comunidade científica internacional. O objetivo deste artigo é, portanto, apresentar os CLS, discutindo a sua posição quanto à prevenção do crime e seus impactos nas comunidades locais. Em primeiro lugar, discute-se o novo modelo organizacional preventivo e multidisciplinar que está na base dos CLS. Em seguida, uma avaliação qualitativa da implementação é feita por meio de um conjunto de entrevistas a atores relevantes. As conclusões são tiradas com base nas experiências dos municípios, forças e serviços de segurança e administração central, contribuindo para o debate sobre a prevenção do crime na comunidade e destacando a necessidade de abordagens multidisciplinares, multiníveis e específicas do local.

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    Prevenção do Crime

    Contratos Locais de Segurança

    Policiamento de Proximidade


  • Guerra, P.; Oliveira, A.; Sousa, S. (2021). Um Requiem pelas músicas que perdemos: percursos com paragens pelos impactos da pandemia na produção musical independente em Portugal. Revista O Público e o Privado, vol. 19, n.º38, pp.171-198

    Em Portugal o trabalho criativo em torno da popular music não tem sido objeto de um investimento científico atualizado. Essa situação é premente no que tange aos constrangimentos que se acentuaram na pandemia. Partindo de entrevistas semiestruturadas, este artigo mapeia desigualdades e impactos da COVID-19 no trabalho criativo de 40 músicos portugueses – fruto de uma investigação transnacional em curso, que envolve Portugal, Reino Unido e Austrália. As pesquisas têm revelado um paradoxo face ao trabalho criativo musical: se, por um lado, esse mercado de trabalho apresenta abertura cultural, dinamismo e cosmopolitismo, por outro, revela padrões de desigualdade em termos de género, precariedade de vínculos, informalidade contratual, atipicidade de tarefas (SMITH, THWAITES, 2018; THREADGOLD, 2018). Estes padrões de desigualdade foram severamente acentuados pela pandemia. Importa, por isso, compreender os impactos da COVID-19 nos processos de produção musical dos jovens músicos portugueses situados no espectro diverso e pluriforme da popular music. Por todo o mundo, os governos impuseram restrições à vida social, de modo a controlar a propagação da COVID-19. Muitas medidas terão de se manter a longo prazo, algumas mesmo tornando-se parte do “novo normal” para estes músicos, levando a reequacionar conceitos chave, como, risco, medo, pânico, crise e confiança.

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    COVID-19

    Trabalho criativo

    Popular music

    Desigualdades


  • Sousa, S. (2020). Lead by example. Conversa com Mundo Segundo. Todas as Artes. Revista Luso-brasileira de Artes e Cultura, vol. 3, nº2, pp. 116-128

    doi: 10.21747/21843805/

    ISSN: 2184-3805

    Mundo Segundo é MC, produtor e ex b-boy, mas é também uma figura incontornável do hip-hopportuguês. É inclusive um dos mais ativos embaixadores do movimento em Portugal. Nesta entrevista, falamos sobre o seu percurso artístico e abordámos algumas questõesque pautam a atualidade. Foi discutido o impacto da pandemia da COVID-19 no processo de music-making, refletimos sobre as relações entre música, saúde mental e bem-estar e, além disso, também obtivemos a sua visão sobre as potencialidades de uma intervenção social por via das artes, em contextos desfavorecidos e alvo de exclusão social. Paralelamente a estes tópicos, as perceções sobre a (in)segurança também foram alvo de reflexão.

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    Music-making

    COVID-19

    Bem-estar

    Carreiras artísticas


  • Barbosa, A.; Sousa, S.; Guerra, P.; Carvalho da Rocha, A. (2020) – (Des)encontros de uma etnografia multissituada em regiões urbanas de marginalidade avançada no Brasil e em Portugal. Revista Iluminuras - Publicação Eletrônica do Banco de Imagens e Efeitos Visuais - BIEV/LAS/PPGAS/IFCH/UFRGS. v. 21, n. 54. 2020. Dossiê Narrativas etnográficas das e nas metrópoles contemporâneas: desafios e perspectivas. pp. 447-477

    doi: 10.22456/1984-1191

    ISSN: 1984-1191

    Apresentamos, neste artigo, uma etnografia multissituada (Marcus, 1998) que atualmente demarca grande parte dos estudos etnográficos, na medida em que são poucos os pesquisadores que se restringem a um local ou a uma comunidade em suas pesquisas. Visamos compreender as dinâmicas de organização espaço-temporais destas populações, quanto às diferentes formas de apropriação e significação das regiões habitadas, a Grande Cruzeiro, na cidade de Porto Alegre/RS, no Brasil e o Bairro do Cerco, no Distrito do Porto, em Portugal. Para o efeito, iremos socorrer-nos de um conjunto de materiais essenciais para o exercício de uma etnografia multissituada, tais como fotografias, acervos de arquivos, memórias e notícias de jornais, com o intuito de estabelecer ligações ou diferenças entre estas duas comunidades. Com a conjugação de todos estes materiais, bem como através de outros trabalhos desenvolvidos junto destas comunidades (Barbosa, 2017; Guerra, 2002; Sousa, 2018), procuramos obter indicadores sobre os modos de vida, sobre as identidades num contexto de apropriação espacial e temporal, mas também de intervenção política.

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  • Saraiva, M. (2020). A Perspetiva Ecológica / Ambiental da Criminologia: uma introdução. In L. Nunes e A. Sani (Eds) "Manual de Criminologia", PACTOR Editora (In press)

    Mais informações em breve.

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  • Guerra, P. (2020). Under-Connected: Youth Subcultures, Resistance and Sociability in the Internet Age. In: Gildart K. et al. (eds) "Hebdige and Subculture in the Twenty-First Century". Palgrave Studies in the History of Subcultures and Popular Music. Palgrave Macmillan, Cham., pp. 207-230

    doi: 10.1007/978-3-030-

    ISBN: 978-3-030-28474-9

    Dick Hebdige’s Subculture (1979) has long been held up as one of the most influential theories of youth subcultures in cultural studies. The first book of the kind focusing on punk, Hebdige’s milestone proved itself decisive to understand how white working-class youth subcultures, in postwar Britain, defied social normalization and hegemony. In this chapter and based on data from an all-embracing study on Portuguese punk over the last 40 years, we aim at demonstrating how the concept of subculture translates to a different time and society, outside the British context. Taking subculture as a form of resistance to dominant groups and ideology, represented by punk style as a chaotic mishmash of visual, aesthetic, musical and social meanings, Hebdige’s notion shall be the object of thorough review, in light of recent social transformations. This pioneering application, now tested on a Portuguese site, will help nurture an understanding of similarities and differences, distances and proximities, while allowing for an explanatory opportunity for post-subcultural theories in a backdrop of change and transience, of neo-tribalism and scenes. At a time of growing economic and social flexibility, stress shall be put on discussing the complex processes of youth identity construction around punk resistance. Unlike pre-internet societies, where identities were structured in regard to univocal references and community traditions, such processes are now of multifarious nature, hence the relevance of grasping online sociability’s: participation in discussion groups; collaboration in e-zines; promotion of band and event pages; as well as political and civic participation in new social movements. Thus being, a set of 217 in-depth interviews with key players of Portuguese punk will foster all-around discussion on the importance of virtual sociability as new level of juvenile resistance—the privileged setting for reconsidering Hebdige’s contribution, 35 years later.

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  • Saraiva, M.; Amante, A. (2020). Insegurança: o caso dos crimes contra pessoas no Grande Porto. In R. Fernandes (Eds) "Geografia do Porto". Book Cover Editora, Porto, pp. 202-211

    ISBN: 9789898898517

    Pretende-se aqui realizar uma abordagem preliminar de compreensão geográfica aos recentes fenómenos de criminalidade no Grande Porto. Selecionaram-se para a análise os crimes contra as pessoas e, em particular, o caso das agressões/violações, por dois motivos: o aumento das participações nos últimos anos e o aumento do mediatismo deste tipo de criminalidade. Utilizando dados provenientes do Instituto Nacional de Estatística (INE), da Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), para o último triénio existente (2016-2018), criaram-se modelos de densidade espacial de participações. Posteriormente, aplicaram-se técnicas de análise espacial e estatística para procurar explicar os padrões territoriais através de variáveis contextuais, quer socioeconómicas, quer urbanísticas.

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    Prevenção do Crime

    Políticas públicas

    Mapeamento do crime


  • Saraiva, M.; Amante, A.; Santos, H.; Ribeiro, P. (2020). Building a CPTED research culture in Portugal: a bibliometric and social network analysis. Security Journal, (), pp. 1-29 

    doi: 10.1057/s41284-020

    ISSN: 0955-1662

    Embora a CPTED seja reconhecida como um importante fator de dissuasão do crime há algumas décadas, existem países que ainda estão numa fase embrionária e o conhecimento e a disseminação são escassos. Portugal é exemplo disso. Somente na última década, as investigações voltaram-se especificamente para a CPTED, com pouca convergência entre as diferentes esferas de produção de conhecimento, como a academia, a polícia ou a administração. Neste artigo, argumentamos que para construir uma cultura de CPTED, essas esferas precisam convergir. Utilizando a experiência portuguesa da CPTED como estudo de caso, aplicamos metodologias de análise de redes sociais para explorar as relações entre os diferentes atores e o cronograma da investigação. Através de uma análise bibliográfica, aprofundamos os autores e as teorias que mais influenciaram a CPTED portuguesa. Esta dupla abordagem permite apresentar à comunidade internacional a pouco conhecida experiência portuguesa da CPTED, bem como discutir como se integram os mecanismos de produção de conhecimento para uma implementação mais coesa.

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    Portugal

    Análise bibliométrica

    Análise de redes sociais


  • Sousa, S. (2020). Das vidas na cidade e no bairro: uma abordagem às histórias de vida das mulheres do Bairro do Cerco. IS – Working Papers, 3.ª Série, n.º 88, pp. 01-22

    ISSN: 1647-9424

    O tecido urbano e social é repleto de nuances, quer seja ao nível da configuração espacial, quer ao nível das suas representações e apropriações. Deste modo, viver, habitar e usufruir de um espaço social urbano, alvo de inúmeros fatores de segregação e exclusão social, impactando as trajetórias, rumos e identidades pessoais e coletivas. Neste contexto procuramos compreender e perceber qual a extensão da influência (ou não) dos processos de exclusão social nas identidades, trajetórias e histórias de vida das mulheres desse mesmo bairro, sendo que para tal temos como ponto de partida uma metodologia qualitativa, com o objetivo de estabelecer uma caracterização e mapeamento deste segmento populacional (as mulheres), como estas se auto representam e são representadas por outros, dentro de um espaço alvo de múltiplas formas de exclusão e segregação. A resolução da exclusão apenas será possível se for feito um processo de auscultação das necessidades e discursos, daqueles que realmente a vivem e sentem diariamente.

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    Exclusão

    Identidades

    Bairros

    Mulheres


  • Guerra, P.; Alberto, T. (2019). Keep it simple, make it fast! An approach to underground music scenes (Vol.4). Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal

    ISBN: 978-989-54179-1-9

    A publicação do quarto volume de KEEP IT SIMPLE MAKE IT FAST! AN APPROACH TO UNDERGROUND MUSIC SCENES. O Book of Proceedings da KISMIF Conference 2018 tem como fio condutor o tema Gender, differences, identities and DIY cultures. As expressões de género em espaços locais, translocais e virtuais constituem importantes variáveis para compreender as culturas contemporâneas, as suas sonoridades, as suas práticas (artísticas, culturais, económicas e sociais), os seus atores e os seus contextos. De uma perspetiva pós-colonial e glocalizada, é importante considerar as mudanças nas práticas artísticas e musicais com uma natureza underground e estabelecer fronteiras simbólicas e críticas entre estas e as do capitalismo avançado.

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    Culturas DIY

    Culturas juvenis

    Identidades

    Mulheres


  • Guerra, P.; Dabul, L. (2019). De vidas artes. Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal

    ISBN: 978-989-8969-18-7

    Um qualquer olhar que oriente a sua atenção sobre a situação cultural das últimas décadas notará a proliferação de produções e eventos artísticos de índole estética que não se compatibilizam com as lógicas de produção, canonização, mediação e fruição artísticas anteriores. Tal pode exprimir, numa primária observação, que o cenário presenteado pelas artes atuais se modificou de tal forma que as estruturas e esquemas mentais não têm capacidade para as explicar e compreender, representando-as como estranhas, caóticas, heterógenas e até não arte. Mas a verdade é que um olhar mais atento leva-nos a outras questões. Emergem, por vezes, subterraneamente, disfarçadamente, formas, produtos, atores, eventos, plataformas artísticas plurais, “omnívoras” para sermos fiéis a Peterson (Peterson e Kern, 1996) (…). Este livro conflui com tudo isto: com as contaminações das artes com as vidas, com os estilos de vida, com alta cultura, com a cultura de massas, com as culturas populares, com a moda, com o turismo, com as profissões, com a precariedade, com o do-it-yourself.” (Paula Guerra in Apresentação, De Vidas Artes)

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    Culturas Juvenis Urbanas

    Culturas DIY

    Artivismo

    Artes

    Identidades


  • Sousa, S. (2019). Bairro (d)e Música! Apropriações, Musicalidades e Simbologias do Bairro do Cerco do Porto. In P. Guerra e L. Dabul (Eds) "De vidas artes", Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal, pp. 272-290

    ISBN: 978-989-8969-18-7

    Territórios desfavorecidos assumem-se como alvos de múltiplas fragmentações sociais e urbanas que se foram agravando pelas conjunturas económicas, dificultando a inclusão social. Deste modo, o busílis deste capítulo assenta numa análise de pendor qualitativo do bairro do Cerco do Porto, ancorada em processos de investigação que enfatizam as vozes dos indivíduos, problemas, conceitos e significações. Teremos como objetivo dar a conhecer discursos sobre o mesmo, sobretudo ao nível dos meios de comunicação social e das populações, perspetivas para o futuro em termos de intervenção política, urbana e social e sobretudo, explanar o papel e a importância da recreação pela música ou outras formas de arte, enquanto elemento motivacional e impulsionador de inclusão social (Guerra, 2012).

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    Culturas Juvenis Urbanas

    Artivismo

    Artes

    Identidades


  • Amante, A.; Saraiva, M.; Marques, T. (2020). A segurança urbana na geografia de proximidade em Portugal. Livro de Atas do XII Congresso da Geografia Portuguesa “Geografias de Transição para a Sustentabilidade”, Universidade do Minho, pp. 58-63

    ISBN: 978-989-98857

    As questões de (in)segurança urbana são transversais aos vários domínios da Geografia. No entanto, parece permanecer uma insuficiente cultura territorial que passa pela incapacidade de olhar o território a diferentes escalas. Esta necessidade é de grande atualidade nas políticas públicas, tendo consequência direta na qualidade de vida dos cidadãos.Neste contexto, Portugal tem vindo a implementar Contratos Locais de Segurança, estratégias de participação e integração local. Porém, pouca investigação existe sobre a contextualização destas estratégias no território, e sobre a forma como conseguem gerir e mitigar diferentes vulnerabilidades associadas a contextos de (in)segurança. Este artigo apresenta uma visão multiescalar e multisetorial dos desafios territoriais associados à segurança urbana com base numa avaliação de indicadores de criminalidade e de vulnerabilidade social, suportada em Sistemas de Informação Geográfica. Foram criados perfis territoriais de risco, à escala nacional, sendo posteriormente comparados com a distribuição dos CLS. A organização territorial é assim relacionada com os desafios da segurança, debatendo-se a sua relevância na definição de políticas de prevenção local e coesão territorial.

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    Portugal

    Segurança urbana

    Contratos Locais de Segurança

    SIG


  • Guerra, P. (2019). Limited Pleasures and DIY Cultures. A path of resistance and survival in Portugal's independent music scene over the last decade. Proceedings 3rd WG2 Research Workshop on “Unlocking the transformative potential of culture and the arts through SE”, EMPOWER-SE COST Action: CA 16206, WG2 Research Workshop, Malta, University of Malta - Valleta Campus

    Europe is living through a maelstrom of societal challenges. Portugal is no different. As such, this paper analyses the arts as a source of hope and as an agent for coping with change in the specific case of Portuguese independent music in the last ten years. Indeed, the Portuguese independent music field has been sustaining itself through DIY practices, where they have the potential to overturn existing hierarchies, mobilise people and engage constructively with social, racial, gender and other differences. DIY processes seem to provide a space for marginal voices and communities, spanning a range of practices that address themes like democracy and social and spatial justice, as well as cultures of sustainability. Based on a long-range investigation that began in 2005 as is still ongoing, we will be examining the trajectories, careers and strategies of more than 300 musicians in different genres of Portugal's independent scene (indie, rock, punk, hardcore, electronic...). This paper addresses the theme of professionalization in music, exploring the relationship between independence, DIY careers and economic sustainability. The DIY ethos is part of the core values of punk subculture, and emerges here as a new standard for promoting employability and managing the risk and uncertainty associated with building a career in music. Focusing on the music scene around the country, we seek to understand what it means to be a musician in Portugal today, and which strategies the artists mobilize to manage their careers. Based on semi-structured interviews with 500 different actors from the independent music scene, we discuss different forms of DIY manifestation in their professional careers, and conclude that DIY is a predominantly pragmatic tool, being present as a survival and endurance strategy in the art worlds of DIY music.

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    Culturas DIY

    Artivismo

    Criatividade

    Música independente


  • Guerra, P; Sarrouy, A.; Sousa, S. (2019). Happy Choices with Arts: Artivism, arts, crises, and youth cultures. Proceedings 3rd WG2 Research Workshop on “Unlocking the transformative potential of culture and the arts through SE”, EMPOWER-SE COST Action: CA 16206, WG2 Research Workshop, Malta, University of Malta - Valleta Campus

    Considering the development of the Escolhas [Choices] Program in Portugal, we propose, in this paper, to make an evaluation of a decade of projects of the referred program considering that their achievements were based on a primordial heuristic principle: to demonstrate how the artistic manifestations constitute a matter and an object of social intervention, demarcating a specific and defined space in the denunciation and disclosure of social problems - notably by the youngest. Determinant is to perceive how many of these initiatives not initially designed as artivism have been and are, in fact, for many of the young people concerned expressions of artivism. Artivism is a mixture of graffiti, urban art, do-it-yourself punk, music, situationism and its preferred stage is the urban space. The artivism that we seek to visualize in the Escolhas proposes - in an innovative way to the Portuguese scale - is the recovery of artistic activity as a form of social intervention. Thus, the objective of this paper is to reinforce the need for a renewed epistemological understanding of the field of the arts, as a producer of knowledge by representing in a self-autonomous way the social reality, interfering in this, and by conditioning and generating analyses and interpretations within the established knowledge. We consider that the artistic manifestations triggered in the midst of the Escolhas allow us a finer analysis of the relationship between art and crisis and of art and society. Above all, they allow us to capture the inherent complexity of the role of the arts in the social integration of young people: dealing with their ambiguities, polysemys and obliquities.

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    Culturas juvenis

    Artivismo

    Artes


  • Guerra, P. (2019). Nothing is forever: um ensaio sobre as artes urbanas de Miguel Januário ±MaisMenos±. Horizontes Antropológicos, vol.28, nº 55. Porto Alegre Sept./Dec., pp. 19-49

    doi: 10.1590/s0104-7183

    ISSN: 0104-7183

    Neste artigo pretendemos analisar as intervenções artísticas politicamente engajadas de Miguel Januário, na última década, caracterizada pela premência de uma severa crise económica, financeira e social em Portugal. Ao trabalho que aqui apresentamos encontra-se uma finalidade assente num princípio heurístico primordial: o de demonstrar que a street art constitui matéria e objeto de intervenção social, demarcando um espaço próprio, definido e específico na denúncia e revelação de problemáticas sociais; multiplicando e questionando, assim, as formas e conteúdos das artes urbanas.

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    Arte urbana

    Miguel Januário

    Street art

    Artivismo


  • Saraiva, M.; Neves A.; Santos, H.; Diniz, M.; Jota, L.; Ribeiro, P. (2019). A Prevenção Criminal através do Espaço Construído (CPTED) em Portugal: revisão da literatura e redes de conhecimento. Revista Portuguesa de Estudos Regionais, Nº 52, pp. 71-93

    ISSN: -e 1645-586X

    Apesar da Prevenção Criminal através do Espaço Construído (CPTED) ser reconhecida como uma disciplina eficaz para reduzir os sentimentos de insegurança e a criminalidade, em Portugal é ainda maioritariamente desconhecida, com parca utilização em projetos urbanísticos e ausente a nível legislativo e na formação académica. A investigação portuguesa em CPTED tem pouco mais de uma década e distribui-se pela academia, administração e organizações policiais com graus de integração e transferibilidade variáveis. Este artigo pretende ser o primeiro estudo científico aprofundado sobre a evolução desta disciplina em Portugal, realizando-se para isso uma exaustiva revisão literária cronológica e concebendo-se a rede de conhecimento de coautoria existente. De um modelo inicialmente disperso e fechado, a investigação evoluiu nos últimos anos para um modelo integrado, com importantes pontes a serem feitas entre os vários grupos institucionais.

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    Prevenção do Crime

    Redes de conhecimento

    Portugal

    Espaço Construído

    CPTED


  • Saraiva, M.; Amante, A.; Marques, T.; Maia, C.; Ferreira, M. (2019). The geography of insecurity in Portugal in a post-crisis period: new challenges to sustainable development and the cohesion policy”. Livro de Resumos do 3º Encontro International do CEGOT, 25-28 setembro 2019, Universidade de Coimbra, Portugal

    ISBN: 978-989-98945-2-5

    Although crime is, overall, dropping in Europe (and Portugal), specific types of crimes as for example sexual violence have been increasing. As well, other problems such as the economic crisis and political unrest have fueled tensions in urban spaces and have added to spatial disparities. Consequently, a transversal objective of the UN’s Sustainable Development Goals is still urban safety. Goal 16 aims for the significant reduction of all forms of crime and violence, whilst Goal 5 refers specifically to the elimination of all forms of violence against women. Goal 10 aims to guarantee safety in territorial mobility and Goal 11 addresses the provision of safe and universal access to settlements and their public spaces. Urban safety is, however, very much regarded in its social, political, and economic facets, but less so as a spatial phenomenon, whose urban and geographical dimensions are often overlooked. This research thus aims to inform the recent debate on cohesion and sustainable development in Portugal, by examining the geographies of crime and insecurity in the last 10 years. Using a yearly time series at municipal level and multivariate statistical techniques, the evolution of the territorial expression of criminality is traced and the dynamics of each territory, in themselves and as part of their respective sub-national urban system, are analyzed. This spatial approach allows hot-spotting territories at risk, make comparisons with other spacebased phenomena of a socio-economic nature, and discuss the implications for integrated public policies regarding the allocation of resources for safety, and polycentric planning. 

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    Insegurança

    Hot-spot policing

    Mapeamento do crime

    Coesão social e territorial


  • Marques; T.; Saraiva, M.; Matos, F.; Maia, C.; Ribeiro, D.; Ferreira, M.; Amante, A. (2019). Assessing territorial vulnerabilities and spatial inequalities: the case of Portugal. Livro de artigos AESOP 2019 – Planning for Transition, 9-13 julho, Veneza, Itália, pp. 566-576

    ISBN: 978-88-99243-92-0

    Since the decade of 2000, Southern European countries began to suffer from the economic crisis, something that has exacerbated existing vulnerability problems, which today still are felt. Unemployment rates and poverty levels have risen, whilst housing conditions and access to basic services and socio-economic benefits have declined. The processes of political changes have affected, mainly, the elderly and youngsters due to austerity policies aimed at correcting rising fiscal and external imbalances. The quality of life of citizens is thus a common goal within social cohesion and urban policies. However, the effects of vulnerability have only recently begun to be documented in Portuguese scientific research. Generally, comparative vulnerabilities’ assessments display only sectoral urban factors or local-independent indicators, thus not showing a holistic representation for the entire country, nor performing regional / municipal comparisons. Consequently, this paper presents a multivariate diagnosis of vulnerabilities, considering an array of relevant indicators of quality of life, related to themes of housing, health, access to proximity services, security and crime, quality-living standards, education and employment. Each indicator was geo-referenced and represented at municipal level with the support of SIG tools. Partial indexes of vulnerability were thus produced for each indicator, displaying territorial differences, and an overall index of vulnerability was composed using advanced statistical analyses’ techniques. Besides displaying a national vision of vulnerabilities, replicable to other contexts, the expected results (outcomes) are intended to bring positive outputs for the guidance of planning policies regarding quality of life and the development of urban systems. Different geographical realities within Portugal are pointed out, leading to discussions of integration, social cohesion and urban equity, crucial within current territorial planning in the European context.

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    Coesão territorial

    Vulnerabilidade

    Planeamento multiescalar

    Desigualdade espacial


  • Matos, F.; Marques, T.; Maia, C.; Saraiva, M.; Ferreira, M.; Ribeiro, D. (2019). Medir a qualidade de vida dos cidadãos: uma abordagem territorial para repensar as políticas públicas. Livro de Artigos da IV CONFERÊNCIA P3DT – Descentralização & Desenvolvimento, 11 e 12 abril, Ermesinde, Portugal, pp. 108-114

    ISBN: 978-989-8969-15-6

    Refletir a descentralização e o desenvolvimento passa, invariavelmente, por analisar as atuais oportunidades de vida que os diferentes territórios proporcionam aos seus residentes. Proporcionar igualdade de oportunidade significa reduzir as atuais disparidades geográficas e sociais através de mecanismos de política que garantam direitos iguais a todos os cidadãos, independentemente do local de residência.  Esta investigação visa identificar as disparidades geográficas a nível nacional tendo em vista detetar as problemáticas que põem em causa a qualidade de vida e a igualdade de oportunidades. Isto também significa identificar os principais domínios de política que devem ser desencadeados em face das disparidades detetadas.  Em termos metodológicos, construiu-se uma base de dados geográfica, à escala concelhia, organizada em várias dimensões analíticas, e aplicou-se uma análise multivariada. Em termos de resultados, foi identificada uma tipologia territorial que sintetiza a oferta de condições e oportunidades de vida.

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    Disparidades geográficas

    Qualidade de vida

    Igualdade de oportunidades

    Políticas públicas