Disseminação Publicações Artigos de Revistas Científicas

  • Sousa, S.; Guerra, P. (2021). Toda a minha vida fui Thug. A (des)construção do urbano através do rap. Cidades, Comunidades e Territórios(In press)

    Até que ponto a música ou outros tipos de produções artísticas podem ser um meio de reconhecimento e de aprendizagem sobre um território? Esta foi a questão inicial com que nos debatemos, pois apesar de sabermos de forma comprovada o papel e a relevância de géneros musicais como o rap e da cultura hip-hop no mundo artístico, começamos a questionar de que forma são abordados determinados conteúdos, visto que atualmente as influências musicais são distintas e diversas, desde o rap ao trap. Deste modo, o nosso foco incide numa análise das letras das músicas de quinze artistas, com o intuito de perspetivar as mensagens líricas que são transmitidas, as diversas relações ou referências que possam ser feitas a contextos geográficos, mais concretamente com bairros sociais, e concomitante pretendemos perceber como é que estas produções, são pautadas pelas posições de afirmação, a representação do artista gangster, as vivências e os consumos desviantes. Então, como é que um país de pequena dimensão se posiciona, em termos de produção e consumo musical, face a estes processos de resistência musical? Acima disso, tentamos compreender em que sentido os artistas alvo de análise ainda refletem nas suas produções artísticas temas que já têm vindo a serem desenvolvidos, tais como a exclusão, a violência, a criminalidade e outras questões, por exemplo. Trata-se de um artigo que procura enfatizar o papel das criações artísticas enquanto produtoras de conhecimento sobre as realidades sociais.

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    Música

    Território

    Perceção

    Bairro Social


  • Saraiva, M.; Amante, A.; Marques, T.; Ferreira, M.; Maia, C. (2021). Perfis Territoriais de Criminalidade em Portugal (2009-2019). Finisterra. LVI(116). pp. 49‑73

    doi: 10.18055/Finis2068

    Na última década, a criminalidade em Portugal decresceu 21%. Contudo, a crise económica e o aumento das disparidades sócio-territoriais acentuaram práticas criminais específicas e enfatizaram a importância da sua expressão territorial. Ao mesmo tempo que as agendas europeias têm procurado promover a redução das desigualdades territoriais através de uma maior espacialização das políticas públicas, a dimensão geográfica da criminalidade tem ganho relevância na investigação. Nesse âmbito, a literatura aponta para a necessidade de conceber análises multivariadas e multi-escalares de base territorial que apoiem as políticas públicas. Este artigo contribui para colmatar a insuficiente reflexão de cariz territorial existente, ao explorar as disparidades espaciais associadas à criminalidade da última década em Portugal. É aplicada uma análise multivariada para construir perfis integrados que permitem evidenciar e caracterizar territórios vulneráveis face à criminalidade, informando o planeamento da necessidade de respostas mais articuladas e integradas.

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    Análise multivariada

    Geografia da criminalidade

    Perfis territoriais


  • Amante, A.; Saraiva, M.; Marques, T. (2021). Community Crime prevention in Portugal: an introduction to Local Safety Contracts. Crime Prevention and Community Safety, Vol. 23, pp. 155-173

    doi: 10.1057/s41300-021

    Seguindo a filosofia de outros programas internacionais como o policiamento de proximidade ou a prevenção situacional do crime, os Contratos Locais de Segurança (CLS) têm sido uma estratégia inovadora em Portugal, permitindo a partilha de responsabilidades entre a administração central e local, em associação com as forças e serviços de segurança e a comunidade. No entanto, pouco se tem escrito em Portugal sobre essas estratégias, e absolutamente nada para a comunidade científica internacional. O objetivo deste artigo é, portanto, apresentar os CLS, discutindo a sua posição quanto à prevenção do crime e seus impactos nas comunidades locais. Em primeiro lugar, discute-se o novo modelo organizacional preventivo e multidisciplinar que está na base dos CLS. Em seguida, uma avaliação qualitativa da implementação é feita por meio de um conjunto de entrevistas a atores relevantes. As conclusões são tiradas com base nas experiências dos municípios, forças e serviços de segurança e administração central, contribuindo para o debate sobre a prevenção do crime na comunidade e destacando a necessidade de abordagens multidisciplinares, multiníveis e específicas do local.

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    Prevenção do Crime

    Contratos Locais de Segurança

    Policiamento de Proximidade


  • Guerra, P.; Oliveira, A.; Sousa, S. (2021). Um Requiem pelas músicas que perdemos: percursos com paragens pelos impactos da pandemia na produção musical independente em Portugal. Revista O Público e o Privado, vol. 19, n.º38, pp.171-198

    Em Portugal o trabalho criativo em torno da popular music não tem sido objeto de um investimento científico atualizado. Essa situação é premente no que tange aos constrangimentos que se acentuaram na pandemia. Partindo de entrevistas semiestruturadas, este artigo mapeia desigualdades e impactos da COVID-19 no trabalho criativo de 40 músicos portugueses – fruto de uma investigação transnacional em curso, que envolve Portugal, Reino Unido e Austrália. As pesquisas têm revelado um paradoxo face ao trabalho criativo musical: se, por um lado, esse mercado de trabalho apresenta abertura cultural, dinamismo e cosmopolitismo, por outro, revela padrões de desigualdade em termos de género, precariedade de vínculos, informalidade contratual, atipicidade de tarefas (SMITH, THWAITES, 2018; THREADGOLD, 2018). Estes padrões de desigualdade foram severamente acentuados pela pandemia. Importa, por isso, compreender os impactos da COVID-19 nos processos de produção musical dos jovens músicos portugueses situados no espectro diverso e pluriforme da popular music. Por todo o mundo, os governos impuseram restrições à vida social, de modo a controlar a propagação da COVID-19. Muitas medidas terão de se manter a longo prazo, algumas mesmo tornando-se parte do “novo normal” para estes músicos, levando a reequacionar conceitos chave, como, risco, medo, pânico, crise e confiança.

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    COVID-19

    Trabalho criativo

    Popular music

    Desigualdades


  • Sousa, S. (2020). Lead by example. Conversa com Mundo Segundo. Todas as Artes. Revista Luso-brasileira de Artes e Cultura, vol. 3, nº2, pp. 116-128

    doi: 10.21747/21843805/

    ISSN: 2184-3805

    Mundo Segundo é MC, produtor e ex b-boy, mas é também uma figura incontornável do hip-hopportuguês. É inclusive um dos mais ativos embaixadores do movimento em Portugal. Nesta entrevista, falamos sobre o seu percurso artístico e abordámos algumas questõesque pautam a atualidade. Foi discutido o impacto da pandemia da COVID-19 no processo de music-making, refletimos sobre as relações entre música, saúde mental e bem-estar e, além disso, também obtivemos a sua visão sobre as potencialidades de uma intervenção social por via das artes, em contextos desfavorecidos e alvo de exclusão social. Paralelamente a estes tópicos, as perceções sobre a (in)segurança também foram alvo de reflexão.

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    Music-making

    COVID-19

    Bem-estar

    Carreiras artísticas


  • Barbosa, A.; Sousa, S.; Guerra, P.; Carvalho da Rocha, A. (2020) – (Des)encontros de uma etnografia multissituada em regiões urbanas de marginalidade avançada no Brasil e em Portugal. Revista Iluminuras - Publicação Eletrônica do Banco de Imagens e Efeitos Visuais - BIEV/LAS/PPGAS/IFCH/UFRGS. v. 21, n. 54. 2020. Dossiê Narrativas etnográficas das e nas metrópoles contemporâneas: desafios e perspectivas. pp. 447-477

    doi: 10.22456/1984-1191

    ISSN: 1984-1191

    Apresentamos, neste artigo, uma etnografia multissituada (Marcus, 1998) que atualmente demarca grande parte dos estudos etnográficos, na medida em que são poucos os pesquisadores que se restringem a um local ou a uma comunidade em suas pesquisas. Visamos compreender as dinâmicas de organização espaço-temporais destas populações, quanto às diferentes formas de apropriação e significação das regiões habitadas, a Grande Cruzeiro, na cidade de Porto Alegre/RS, no Brasil e o Bairro do Cerco, no Distrito do Porto, em Portugal. Para o efeito, iremos socorrer-nos de um conjunto de materiais essenciais para o exercício de uma etnografia multissituada, tais como fotografias, acervos de arquivos, memórias e notícias de jornais, com o intuito de estabelecer ligações ou diferenças entre estas duas comunidades. Com a conjugação de todos estes materiais, bem como através de outros trabalhos desenvolvidos junto destas comunidades (Barbosa, 2017; Guerra, 2002; Sousa, 2018), procuramos obter indicadores sobre os modos de vida, sobre as identidades num contexto de apropriação espacial e temporal, mas também de intervenção política.

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  • Saraiva, M.; Amante, A.; Santos, H.; Ribeiro, P. (2020). Building a CPTED research culture in Portugal: a bibliometric and social network analysis. Security Journal, (), pp. 1-29 

    doi: 10.1057/s41284-020

    ISSN: 0955-1662

    Embora a CPTED seja reconhecida como um importante fator de dissuasão do crime há algumas décadas, existem países que ainda estão numa fase embrionária e o conhecimento e a disseminação são escassos. Portugal é exemplo disso. Somente na última década, as investigações voltaram-se especificamente para a CPTED, com pouca convergência entre as diferentes esferas de produção de conhecimento, como a academia, a polícia ou a administração. Neste artigo, argumentamos que para construir uma cultura de CPTED, essas esferas precisam convergir. Utilizando a experiência portuguesa da CPTED como estudo de caso, aplicamos metodologias de análise de redes sociais para explorar as relações entre os diferentes atores e o cronograma da investigação. Através de uma análise bibliográfica, aprofundamos os autores e as teorias que mais influenciaram a CPTED portuguesa. Esta dupla abordagem permite apresentar à comunidade internacional a pouco conhecida experiência portuguesa da CPTED, bem como discutir como se integram os mecanismos de produção de conhecimento para uma implementação mais coesa.

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    Portugal

    Análise bibliométrica

    Análise de redes sociais


  • Sousa, S. (2020). Das vidas na cidade e no bairro: uma abordagem às histórias de vida das mulheres do Bairro do Cerco. IS – Working Papers, 3.ª Série, n.º 88, pp. 01-22

    ISSN: 1647-9424

    O tecido urbano e social é repleto de nuances, quer seja ao nível da configuração espacial, quer ao nível das suas representações e apropriações. Deste modo, viver, habitar e usufruir de um espaço social urbano, alvo de inúmeros fatores de segregação e exclusão social, impactando as trajetórias, rumos e identidades pessoais e coletivas. Neste contexto procuramos compreender e perceber qual a extensão da influência (ou não) dos processos de exclusão social nas identidades, trajetórias e histórias de vida das mulheres desse mesmo bairro, sendo que para tal temos como ponto de partida uma metodologia qualitativa, com o objetivo de estabelecer uma caracterização e mapeamento deste segmento populacional (as mulheres), como estas se auto representam e são representadas por outros, dentro de um espaço alvo de múltiplas formas de exclusão e segregação. A resolução da exclusão apenas será possível se for feito um processo de auscultação das necessidades e discursos, daqueles que realmente a vivem e sentem diariamente.

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    Exclusão

    Identidades

    Bairros

    Mulheres


  • Guerra, P. (2019). Nothing is forever: um ensaio sobre as artes urbanas de Miguel Januário ±MaisMenos±. Horizontes Antropológicos, vol.28, nº 55. Porto Alegre Sept./Dec., pp. 19-49

    doi: 10.1590/s0104-7183

    ISSN: 0104-7183

    Neste artigo pretendemos analisar as intervenções artísticas politicamente engajadas de Miguel Januário, na última década, caracterizada pela premência de uma severa crise económica, financeira e social em Portugal. Ao trabalho que aqui apresentamos encontra-se uma finalidade assente num princípio heurístico primordial: o de demonstrar que a street art constitui matéria e objeto de intervenção social, demarcando um espaço próprio, definido e específico na denúncia e revelação de problemáticas sociais; multiplicando e questionando, assim, as formas e conteúdos das artes urbanas.

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    Arte urbana

    Miguel Januário

    Street art

    Artivismo


  • Saraiva, M.; Neves A.; Santos, H.; Diniz, M.; Jota, L.; Ribeiro, P. (2019). A Prevenção Criminal através do Espaço Construído (CPTED) em Portugal: revisão da literatura e redes de conhecimento. Revista Portuguesa de Estudos Regionais, Nº 52, pp. 71-93

    ISSN: -e 1645-586X

    Apesar da Prevenção Criminal através do Espaço Construído (CPTED) ser reconhecida como uma disciplina eficaz para reduzir os sentimentos de insegurança e a criminalidade, em Portugal é ainda maioritariamente desconhecida, com parca utilização em projetos urbanísticos e ausente a nível legislativo e na formação académica. A investigação portuguesa em CPTED tem pouco mais de uma década e distribui-se pela academia, administração e organizações policiais com graus de integração e transferibilidade variáveis. Este artigo pretende ser o primeiro estudo científico aprofundado sobre a evolução desta disciplina em Portugal, realizando-se para isso uma exaustiva revisão literária cronológica e concebendo-se a rede de conhecimento de coautoria existente. De um modelo inicialmente disperso e fechado, a investigação evoluiu nos últimos anos para um modelo integrado, com importantes pontes a serem feitas entre os vários grupos institucionais.

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    Prevenção do Crime

    Redes de conhecimento

    Portugal

    Espaço Construído

    CPTED