Disseminação Publicações Livros e Capítulos de Livros

  • Amante, A.; Saraiva, M. (2021). Geografias da (in)segurança e vulnerabilidades sociais em contexto urbano: análise multivariada de um inquérito à população na cidade do Porto. In S. Olivero Guidobono (Coord) “El devenir de las civilizaciones: Interacciones entre el entorno humano, natural y cultural”, Madrid: Editorial Dykinson S.L., Colección: Conocimiento Contemporáneo, pp. 658-684

    ISBN: 978-84-1377-324-7

    A Segurança é considerada um dos pilares elementares da qualidade de vida nas cidades, mas é principalmente nestas que se concentram as maiores oportunidades de ocorrência de incivilidades e crimes e, consequentemente, dos maiores sentimentos de insegurança registados. Esta problemática tornou-se ainda mais significativa quando as disparidades e as vulnerabilidades espaciais se acentuaram no período pós-crise e, mais recentemente, com a atual pandemia COVID-19.

    Porém, apesar do paradigma da segurança ter sofrido alterações aos longos das últimas décadas, de um modelo reativo para um preventivo, a dimensão geográfica da criminalidade permanece frequentemente negligenciada, não só em termos da espacialidade dos próprios eventos criminais, como da associação destes a fenómenos de vulnerabilidade e insegurança urbana. A forma como a população perceciona a sua segurança é de difícil medição e a expressão territorial da criminalidade, a várias escalas (da nacional à local), raramente tem sido objeto de estudo, principalmente na sua articulação com as políticas públicas e de segurança.

    Pretende-se dar contributos para esta articulação entre as diversas componentes da segurança, os contextos urbanos e as políticas de planeamento, usando como caso de estudo a cidade do Porto, em Portugal. Como fonte de dados, utilizou-se um inquérito à população sobre segurança urbana, sentimento de (in)segurança e qualidade de vida, destinado a residentes permanentes e trabalhadores/estudantes. As respostas de cerca de 500 inquiridos foram comparadas com análises estatístico-espaciais derivadas de dados provenientes de outras fontes oficiais (sociodemográficas e criminais).

    A análise comparativa da criminalidade, insegurança e de outros fenómenos da vulnerabilidade, sob uma perspetiva espacial comum, permite suportar um debate sobre estratégias preventivas de base local, adequando-as a comunidades e a contextos urbanos específicos. Os contributos desta análise permitem circunscrever caminhos alternativos para a integração de estratégias preventivas de base local, na prevenção da criminalidade, na redução do sentimento de insegurança e, consequentemente, na redução da vulnerabilidade social.

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    Mapeamento do crime

    Abordagem multidisciplinar


  • Saraiva, M. (2020). A Perspetiva Ecológica / Ambiental da Criminologia: uma introdução. In L. Nunes e A. Sani (Eds) "Manual de Criminologia", PACTOR Editora (In press)

    Mais informações em breve.

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  • Guerra, P. (2020). Under-Connected: Youth Subcultures, Resistance and Sociability in the Internet Age. In: Gildart K. et al. (eds) "Hebdige and Subculture in the Twenty-First Century". Palgrave Studies in the History of Subcultures and Popular Music. Palgrave Macmillan, Cham., pp. 207-230

    doi: 10.1007/978-3-030-

    ISBN: 978-3-030-28474-9

    Dick Hebdige’s Subculture (1979) has long been held up as one of the most influential theories of youth subcultures in cultural studies. The first book of the kind focusing on punk, Hebdige’s milestone proved itself decisive to understand how white working-class youth subcultures, in postwar Britain, defied social normalization and hegemony. In this chapter and based on data from an all-embracing study on Portuguese punk over the last 40 years, we aim at demonstrating how the concept of subculture translates to a different time and society, outside the British context. Taking subculture as a form of resistance to dominant groups and ideology, represented by punk style as a chaotic mishmash of visual, aesthetic, musical and social meanings, Hebdige’s notion shall be the object of thorough review, in light of recent social transformations. This pioneering application, now tested on a Portuguese site, will help nurture an understanding of similarities and differences, distances and proximities, while allowing for an explanatory opportunity for post-subcultural theories in a backdrop of change and transience, of neo-tribalism and scenes. At a time of growing economic and social flexibility, stress shall be put on discussing the complex processes of youth identity construction around punk resistance. Unlike pre-internet societies, where identities were structured in regard to univocal references and community traditions, such processes are now of multifarious nature, hence the relevance of grasping online sociability’s: participation in discussion groups; collaboration in e-zines; promotion of band and event pages; as well as political and civic participation in new social movements. Thus being, a set of 217 in-depth interviews with key players of Portuguese punk will foster all-around discussion on the importance of virtual sociability as new level of juvenile resistance—the privileged setting for reconsidering Hebdige’s contribution, 35 years later.

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  • Saraiva, M.; Amante, A. (2020). Insegurança: o caso dos crimes contra pessoas no Grande Porto. In R. Fernandes (Eds) "Geografia do Porto". Book Cover Editora, Porto, pp. 202-211

    ISBN: 9789898898517

    Pretende-se aqui realizar uma abordagem preliminar de compreensão geográfica aos recentes fenómenos de criminalidade no Grande Porto. Selecionaram-se para a análise os crimes contra as pessoas e, em particular, o caso das agressões/violações, por dois motivos: o aumento das participações nos últimos anos e o aumento do mediatismo deste tipo de criminalidade. Utilizando dados provenientes do Instituto Nacional de Estatística (INE), da Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), para o último triénio existente (2016-2018), criaram-se modelos de densidade espacial de participações. Posteriormente, aplicaram-se técnicas de análise espacial e estatística para procurar explicar os padrões territoriais através de variáveis contextuais, quer socioeconómicas, quer urbanísticas.

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    Prevenção do Crime

    Políticas públicas

    Mapeamento do crime


  • Guerra, P.; Alberto, T. (2019). Keep it simple, make it fast! An approach to underground music scenes (Vol.4). Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal

    ISBN: 978-989-54179-1-9

    A publicação do quarto volume de KEEP IT SIMPLE MAKE IT FAST! AN APPROACH TO UNDERGROUND MUSIC SCENES. O Book of Proceedings da KISMIF Conference 2018 tem como fio condutor o tema Gender, differences, identities and DIY cultures. As expressões de género em espaços locais, translocais e virtuais constituem importantes variáveis para compreender as culturas contemporâneas, as suas sonoridades, as suas práticas (artísticas, culturais, económicas e sociais), os seus atores e os seus contextos. De uma perspetiva pós-colonial e glocalizada, é importante considerar as mudanças nas práticas artísticas e musicais com uma natureza underground e estabelecer fronteiras simbólicas e críticas entre estas e as do capitalismo avançado.

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    Culturas DIY

    Culturas juvenis

    Identidades

    Mulheres


  • Guerra, P.; Dabul, L. (2019). De vidas artes. Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal

    ISBN: 978-989-8969-18-7

    Um qualquer olhar que oriente a sua atenção sobre a situação cultural das últimas décadas notará a proliferação de produções e eventos artísticos de índole estética que não se compatibilizam com as lógicas de produção, canonização, mediação e fruição artísticas anteriores. Tal pode exprimir, numa primária observação, que o cenário presenteado pelas artes atuais se modificou de tal forma que as estruturas e esquemas mentais não têm capacidade para as explicar e compreender, representando-as como estranhas, caóticas, heterógenas e até não arte. Mas a verdade é que um olhar mais atento leva-nos a outras questões. Emergem, por vezes, subterraneamente, disfarçadamente, formas, produtos, atores, eventos, plataformas artísticas plurais, “omnívoras” para sermos fiéis a Peterson (Peterson e Kern, 1996) (…). Este livro conflui com tudo isto: com as contaminações das artes com as vidas, com os estilos de vida, com alta cultura, com a cultura de massas, com as culturas populares, com a moda, com o turismo, com as profissões, com a precariedade, com o do-it-yourself.” (Paula Guerra in Apresentação, De Vidas Artes)

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    Culturas Juvenis Urbanas

    Culturas DIY

    Artivismo

    Artes

    Identidades


  • Sousa, S. (2019). Bairro (d)e Música! Apropriações, Musicalidades e Simbologias do Bairro do Cerco do Porto. In P. Guerra e L. Dabul (Eds) "De vidas artes", Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal, pp. 272-290

    ISBN: 978-989-8969-18-7

    Territórios desfavorecidos assumem-se como alvos de múltiplas fragmentações sociais e urbanas que se foram agravando pelas conjunturas económicas, dificultando a inclusão social. Deste modo, o busílis deste capítulo assenta numa análise de pendor qualitativo do bairro do Cerco do Porto, ancorada em processos de investigação que enfatizam as vozes dos indivíduos, problemas, conceitos e significações. Teremos como objetivo dar a conhecer discursos sobre o mesmo, sobretudo ao nível dos meios de comunicação social e das populações, perspetivas para o futuro em termos de intervenção política, urbana e social e sobretudo, explanar o papel e a importância da recreação pela música ou outras formas de arte, enquanto elemento motivacional e impulsionador de inclusão social (Guerra, 2012).

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    Culturas Juvenis Urbanas

    Artivismo

    Artes

    Identidades